Arquipelo de Galapagos – Equador: o paraíso equatoriano.
Arquipelo de Galapagos – Equador: O paraíso equatoriano.
Tente imaginar o paraíso, com certeza ele é parecido com as Ilhas Galapagos, Equador. Com suas treze grandes ilhas, seis menores e 42 ilhotas, o local é o destino turístico mais procurado do Equador e oferece diversos atrativos aos visitantes. Distante à cerca de 1000 km da costa, o local foi escolhido pelo cientista inglês Charles Darwin para desenvolver sua teoria da evolução das espécies que revolucionou os estudos biológicos e negou a Origem Divina dos seres. A distancia do continente e as diversas ilhas fazem do arquipélago um lugar único no mundo com espécies de animais endêmicas – só encontradas ali - como a iguana marinha e a tartaruga gigante de Galapagos, o símbolo maior das ilhas.
Das diversas ilhas apenas 5 são habitadas, as demais são protegidas. A infra-estrutura turística é boa. Das ilhas habitadas partem expedições para as outras, com diversas finalidades: para mergulho, pesquisa, apreciação de fauna, etc...
O arquipélago foi declarado Parque Nacional em 1959 e oferece inúmeras opções aos visitantes, já que Galapagos é um dos paraísos perdidos ainda existentes no globo terrestre. Local perfeito para entrar em harmonia com a natureza e refletir sobre nossas origens: terá algum ser superior que “forjou” a natureza (a nossa inclusive) ou todos os seres foram evoluindo de um ancestral comum, adaptando-se ao meio e diversificando-se?
Filosofia à parte voltemos ao Turismo. Entre as opções destacam se: o turismo-científico e o ecoturismo. Além do antigo e ótimo “turismo de sol e praia”. Sim, o sol também é uma das atrações da ilha, presente o ano inteiro.
O turismo-científico atrai pesquisadores do mundo inteiro, querendo simplesmente conhecer o local onde a teoria de Darwin foi elaborada ou – para os mais audaciosos – pesquisar e talvez questionar o que Darwin disse. Porque conhecendo toda a magnitude da natureza local, é difícil duvidar da presença de Deus, que se mostra presente em cada tartaruga gigante, a cada por do sol e em cada ave que corta o horizonte.
Outra atração das ilhas é conhecer a Estação Internacional Charles Darwin, criada em 1964 para proteção do Arquipélago de Galapagos, que, infelizmente, não deixou de sofrer agressões do homem. Em 2001, o petroleiro Jéssica encalhou defronte a uma das ilhas e derramou 650 mil litros de óleo, deixando o singular ecossistema à beira do colapso. Segundo especialistas, as correntes marinhas evitaram uma catástrofe maior, entretanto, ainda não se sabe os efeitos em longo prazo do acidente.
O ecoturismo (que o Word está acusando como palavra errada, mas vou usa-lo mesmo assim, porque o eco não pode ser separado do turismo, hão de estar associados) é uma das apostas para um desenvolvimento sustentável do Arquipélago. A maneira de preservar a natureza e, ao mesmo tempo, gerar recursos para os 15 mil habitantes do local. No entanto, deve-se ter todo cuidado, pois sabemos que para ter um ecoturismo sustentável, é preciso muito conhecimento e planejamento.
A vocação do arquipélago para o ecoturismo é evidente: enorme diversidade de fauna e flora – inclusive espécies só encontradas ali – sol, geografia e relevo propícios. Nas ilhas estão situados diversos vulcões e em algum deles é possível fazer visitas. Se você estiver nadando é se deparar com um lagarto enorme, não se assuste, são iguanas-marinhas. Estudadas por Darwin, elas migram entre as ilhas nadando, evidenciando a adaptação das espécies ao meio em que vivem. Também é possível programar passeios de barco, seja para mergulho, observação de baleias ou observação de fauna e flora em geral: todos são imperdíveis. Além disso, todo turista que vai a Galapagos conhece seu símbolo, a tartaruga gigante, é regra. Então, se você for, não seja a exceção que confirma a regra, pois estar ao lado de uma delas vai ficar guardado em sua memória para o resto da vida. Ah, não se esqueça da câmera, do repelente, e do protetor solar.Enfim, Galapagos é um paraíso da humanidade e, indubitavelmente, vale a visita. Mas se você for, esteja consciente da sua obrigação para com seu ecossistema singular. Esse patrimônio natural da humanidade não pode ser destruído e deveria ser exemplo para o mundo do turismo sustentável. Afinal, foi nele que Charles Darwin com sua teoria ratificou os anseios renascentistas e permitiu um enorme progresso técnico-científico. Então, não podemos deixar que esse mesmo “progresso” seja o algoz de Galapagos. Quem sabe, os milhares de litros de óleo derramados no arquipélago, não foram desviados por correntes marinhas divinas, que evitaram uma catástrofe maior.....filosofia à parte.


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